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COLUNAS


Leny Kyrillos


Fonoaudióloga pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFa, Mestre e Doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo. É comentarista da coluna semanal Comunicação e Liderança na rádio CBN. Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Professora convidada do Curso de Especialização em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina.

É coautora dos livros Voz e Corpo na TV – a fonoaudiologia a serviço da comunicação (editora Globo – 2003) e Comunicar para liderar (editora Contexto - 2015); organizadora dos livros Fonoaudiologia e Telejornalismo (editora Revinter – 2002, 2003 e 2004) e Expressividade (editora Revinter – 2004), além de autora de várias publicações científicas, nacionais e internacionais. 

Ainda participa da consultoria e assessoria de comunicação de diversas empresas, instituições financeiras e políticos e é responsável pelo atendimento a profissionais de rádio e televisão.

A Comunicação na Era da Informação

              Publicado em 16/10/2009

Interessante como as coisas mudam, como os conceitos se modificam. Em plena Era da Informação nós precisamos estar atentos para o significado das coisas, das palavras, para a importância das situações.

No século passado, informação era um bem precioso, compartilhado por poucos, restrito a muitos. Nesta fase, o sujeito que a detinha era poderoso, e se diferenciava de todos os demais. Informação acadêmica, então, só era compartilhada entre os muros da Universidade. E quem tinha o acesso já se destacava enormemente, já saía na frente e conquistava os melhores empregos, os melhores cargos nas empresas e na vida. Foi uma fase em que o fato de ter um diploma já garantia um “lugar ao sol”, já diferenciava o indivíduo. Este era conduzido a uma empresa, e desenvolvia toda a sua carreira por lá, aplicando os seus sábios conhecimentos e técnicas. Nesta fase, o conhecimento técnico era a base da pirâmide, o determinante do futuro de cada um, a condição mais procurada e o grande interesse dos empregadores. Os tempos mudaram. A informação se socializou. O acesso a ela passou a ser permitido e estimulado, mais fácil, mais abrangente, mais democrático. No século 21 só não se informa quem não quer. E a disseminação da informação fez com que as pessoas não mais se diferenciassem pela conquista do conhecimento. As empresas passaram a receber candidatos cada vez mais bem informados, com cursos de especialização, MBAs, pós-graduações... E cada vez mais semelhantes entre si. Houve, então, uma mudança nas expectativas sobre as competências buscadas para uma eventual contratação. Com quadros mais enxutos, com hierarquias menos evidentes, passou a ser necessário um profissional com característica agregadora, pró-ativo, dinâmico, com trânsito fácil entre todos os componentes do time. Um profissional, em outras palavras, com grande competência comunicativa.

A comunicação é o que aproxima, é o que alinha objetivos, expectativas, desafios. A comunicação humaniza. É o que simplifica o contato, o que permite a clareza necessária, o envolvimento esperado. Quando a comunicação flui fácil na empresa, os resultados aparecem mais evidentemente, há menos conflitos, há mais conquistas. A verdadeira liderança só acontece a partir de uma comunicação competente.  Então a base da pirâmide passou a ser o intrapessoal, e o interpessoal. Características, hoje, de elevado valor, mais raras, difíceis de se encontrar, assim como já o foram a informação técnica, o conhecimento.

A boa notícia é que, a partir da consciência disso, nós podemos desenvolver cada vez mais e sempre essa competência tão buscada nos nossos dias. Comunicação se aprende, se recicla, se aprimora, se desenvolve. Pode se tornar cada vez melhor, com a observação e com o treino. Vamos aceitar o desafio? 


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