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COLUNAS


Leny Kyrillos


Fonoaudióloga pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFa, Mestre e Doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo. É comentarista da coluna semanal Comunicação e Liderança na rádio CBN. Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Professora convidada do Curso de Especialização em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina.

É coautora dos livros Voz e Corpo na TV – a fonoaudiologia a serviço da comunicação (editora Globo – 2003) e Comunicar para liderar (editora Contexto - 2015); organizadora dos livros Fonoaudiologia e Telejornalismo (editora Revinter – 2002, 2003 e 2004) e Expressividade (editora Revinter – 2004), além de autora de várias publicações científicas, nacionais e internacionais. 

Ainda participa da consultoria e assessoria de comunicação de diversas empresas, instituições financeiras e políticos e é responsável pelo atendimento a profissionais de rádio e televisão.

O tom da voz: acerto ou desacerto?

              Publicado em 28/05/2015

“10% dos conflitos são causados por diferença de opinião
90% é devido ao tom de voz errado”

                                                                     (1 click comunicação)

 

Recebi  dias atrás essa frase numa rede social. Achei o máximo e compartilhei! Os comentários foram retumbantes, e todos identificaram situações em que essa mensagem se aplica.

Quando falamos emitimos sinais que constroem percepção no nosso interlocutor. Este registra sua impressão a nosso respeito ou a respeito do que dizemos, de modo inconsciente, e reage imediatamente. É dessa forma que um mesmo convite para uma festa, feito para uma pessoa e depois para outra, pode gerar vontade de ir, ou a percepção de que o outro só convidou por educação...

A construção dessa percepção é o resultado de três grupos de recursos. Os recursos verbais têm a ver com a escolha que fazemos das palavras e expressões, com o modo como formamos as frases. Os recursos não verbais se traduzem pela forma como movimentamos nosso corpo, por meio de nossa postura, gestos e expressão facial. Finalmente, os recursos vocais são percebidos pelo jeito como articulamos as palavras, pelas pausas, pelas ênfases, pelo volume, pelo tom da nossa voz...

Tom de uma maneira geral pode ser grave, agudo ou médio. Ele é influenciado por três dimensões, a física, a psicoemocional e a sociocultural, e seu impacto é bem importante! Quando falamos mais grave, a percepção que construímos é de seriedade, firmeza, conhecimento, assertividade, domínio... O que, de modo exagerado, pode parecer imposição, falta de envolvimento, pouca emoção! O tom mais agudo passa a ideia de alegria, entusiasmo, dinamismo... Ou, quando excessivo, de imaturidade, pouco preparo, insegurança! Como sempre, o caminho do meio é o melhor!

No terreno dos “conflitos”, muitas vezes um tom mais rude pode agredir, um mais relaxado pode passar a impressão de desinteresse ou descaso, um mais forte pode se confundir com autoritarismo; se o volume for maior, a percepção pode ser de certa arrogância, de prepotência. Agora, se a ideia é evitar conflitos, nada como buscarmos o tom do respeito, a suavidade que produz impacto de gentileza, o tom modulado que fala de emoção, a intensidade que remete a carinho... E, claro, o tom certo acompanhado do sorriso no rosto, do olho no olho, da maior proximidade, do contato harmônico, fala de amor! E com amor não há conflito! Vamos praticar?


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