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COLUNAS


Renato Martins


Relações Públicas, Publicitário, Mestre e Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUCSP. Pesquisador e Professor de Graduação e Pós da Universidade Estadual de Londrina. Consultor nas áreas de Marketing, Comunicação Mercadológica, Relações Públicas e Propaganda. Avaliador do MEC/INEP, Institucional, de EAD e de cursos. Pós-doutor pela USP com Pesquisa em Comunicação Mercadológica Internacional.

O consumidor do Século XXI

              Publicado em 14/08/2014

Esse sujeito que deseja se integrar ao ambiente globalizado é o mesmo ao redor do mundo e as corporações sabem disso. Existem diferenças culturais, mas seu comportamento muda pouco e o consumo aumenta na mesma proporção que as riquezas. Com a ampliação das posses, os valores culturais também são alterados e refletem nos seus hábitos de consumo.

A globalização – bem antiga, por sinal – tem gerado integração comercial, mas acima de tudo produz uma consistência midiática. Essas conexões acontecem tão rapidamente quanto as fusões, cada vez mais em escala global. Assim como os bens de consumo, as informações entre os diferentes países e culturas tornam-se mercadorias de troca servindo aos interesses comerciais, ideológicos e políticos.

Cientistas que investigam as influências da globalização e suas alterações no comportamento humano constatam profundas mudanças no comportamento aquisitivo dos seres urbanos. Os avanços das corporações nesse sentido, no campo da comunicação e da tecnologia, e as mudanças sociopolíticas, transformam o consumidor e os seus ambientes de trabalho e de lazer.

Mas, acima de tudo, transformam a cultura, que pode ser entendida com os valores de um povo, suas normas e seus os artefatos. Nesse ultimo quesito, a cultura material ou aquilo que é fabricado, é que as organizações mais investem e obtém rentabilidade.

Nessa realidade a comunicação mercadológica tornou-se a mola propulsora de sistemas comerciais, inclusive a de um mercado único, com discurso de inclusão e de pertença com a possibilidade de participação na universalidade.

A comunicação tem o poder de persuasão e de criação da hegemonia na construção dos sentidos. A comunicação com os mercados usa a persuasão para convencer a adotar um comportamento, ou ação, o consumo. Esse passou a ser um estilo de vida e uma forma de se integrar ao resto do mundo, o que quer que isso signifique.

A Gestão de Marketing e da Comunicação com os mercados, que desenvolve o discurso das organizações, deve atuar diretamente com a gestão transcultural e oferecer às organizações uma forma de comunicação estratégica mais ética, analisando as questões culturais no exterior. Deve desenvolver a linguagem mercadológica transcultural como fundamento estratégico da organização e não como um simples argumento de vendas.

Vale ressaltar que a internacionalização das empresas não deve ser considerada apenas como uma busca por novos mercados no exterior, mas também como fundamental para a sua sobrevivência. Assim, a motivação para a internacionalização das organizações deve ser o aumento de competitividade, para garantir a participação nesses mercados.

A tendência da globalização na comunicação mercadológica do século XXI é usar uma linguagem internacional contextualizada, com estratégia definida globalmente e com as campanhas e peças comunicacionais ser produzidas localmente.

Insistir nesse sentido é possível e benéfico, pois a convergência entre as culturas, o fenômeno da transculturalidade no mundo é irreversível e as organizações, através de seus fundamentos e discursos devem não apenas perceber, mas atuar de maneira ética e responsável para crescer globalmente.

Essa forma de discurso organizacional no mundo globalizado do Século XXI pode transforma o consumidor e sua realidade em uma nova sociedade mais ética, mais justa e mais humana, com cidadãos mais responsáveis. Gerir estratégicas comunicacionais nas corporações brasileiras transnacionais é uma solução para fazer com que essa realidade seja possível.  


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 1805

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