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COLUNAS


Leny Kyrillos


Fonoaudióloga pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFa, Mestre e Doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo. É comentarista da coluna semanal Comunicação e Liderança na rádio CBN. Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Professora convidada do Curso de Especialização em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina.

É coautora dos livros Voz e Corpo na TV – a fonoaudiologia a serviço da comunicação (editora Globo – 2003) e Comunicar para liderar (editora Contexto - 2015); organizadora dos livros Fonoaudiologia e Telejornalismo (editora Revinter – 2002, 2003 e 2004) e Expressividade (editora Revinter – 2004), além de autora de várias publicações científicas, nacionais e internacionais. 

Ainda participa da consultoria e assessoria de comunicação de diversas empresas, instituições financeiras e políticos e é responsável pelo atendimento a profissionais de rádio e televisão.

Será que "falar grosso" ajuda?

              Publicado em 22/10/2013
A comunicação é um processo fascinante e dinâmico. O modo como nos comunicamos produz impacto imediato no nosso interlocutor, e este reage imediatamente a essa impressão. Comunicação constrói percepção e induz a reações comportamentais, que podem ser positivas ou negativas, interessantes ou não para nós!
 
Dentre as inúmeras características que compõem essa percepção, o tom de voz que utilizamos sem dúvida representa grande impacto na impressão geral. Um tom de voz agudo, uma voz mais fina, às vezes estridente, passa a idéia de certa infantilidade, imaturidade, falta de preparo. Já um tom mais grave está associado à percepção de maturidade, seriedade, competência, autoridade. Ao considerarmos a vida profissional, é certo que um bom tom de voz ajuda muito! Mas até que ponto?
 
Um artigo científico a ser publicado na revista Evolution and Human Behavior trata desse tema e traz resultados bem interessantes. Os autores, Mayew, Parsons e Venkatachalam, três pesquisadores americanos, analisaram 792 CEOs do sexo masculino, de grandes empresas dos Estados Unidos. O estudo comprovou que aqueles que apresentam vozes mais graves chefiam empresas maiores, chegam mais rapidamente ao topo, mantém-se mais tempo no cargo e ganham maiores salários! Apesar de curioso, esse dado não chega a surpreender. A liderança é uma característica que exige várias competências, uma vez que cada vez mais, e para ser bem sucedida, é baseada na autoridade pessoal, não mais no poder do cargo. Dentre as várias competências, a comunicação se destaca como primeiro critério de desempate quando candidatos com curriculuns técnicos semelhantes chegam às fases finais de uma concorrência, segundo headhunters responsáveis pela seleção para altos cargos nas grandes corporações. Como hoje o acesso à informação e à formação é cada vez mais democrático, estamos vivendo a volta da valorização das características pessoais!
 
Nesse contexto, comunicação é vista como competência super valorizada. É por meio dela que o líder motiva a sua equipe, cria relações favoráveis entre superiores, subordinados e pares, transmite suas mensagens com assertividade e atinge os objetivos propostos. É claro que a comunicação é um processo amplo e seu impacto resulta da concorrência de recursos verbais, não verbais e vocais. Mas o tom de voz utilizado, sem dúvida, remete à percepção de autoridade, característica fundamental para o exercício da liderança. 
 

Você já parou pra pensar nisso? Como a sua voz impacta? Por razões fisiológicas, infelizmente a tensão nossa de cada dia pode, a partir da contração dos músculos da laringe, elevar o nosso tom de voz, agudizando e demonstrando em situações extremas o nosso descontrole... Portanto, dentre outros cuidados, procure manter-se equilibrado, relaxado e feliz! Acredite, esse ainda é o melhor remédio. 


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