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Cristina Santos
ccris-santos@hotmail.com

Formada no MBA Gestão de Marketing – FGV, Processamento de Dados – UNIb, Especialização em Neurociência Cognitiva – USP e Tecnóloga em Administração de Empresas. Especialista em gestão estratégica on-line – marketing, comunicação e tecnologia da informação, tendo implementado a área de e-Business e o conceito de Knowledge Worker na empresa em que trabalha como responsável pela Comunicação Digital. Participa ativamente do mercado em congressos e seminários e é voluntária na gestão on-line de uma entidade filantrópica.

 

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A internet marca você?

              Publicado em 15/04/2014
Quando o homem desenvolveu a linguagem, aconteceu a primeira grande revolução na comunicação como tentativa de comunicar-se com seus semelhantes e sucesso na luta pela sobrevivência. Isso permitiu que a humanidade conseguisse transmitir o conhecimento adquirido, aperfeiçoando a forma de compreender o mundo na formação das primeiras comunidades. Alguns séculos mais tarde, a linguagem teve seus sons codificados em símbolos, e posteriormente em alfabetos. 
 
Com a criação desta nova convenção, teve início a civilização como a conhecemos hoje. A escrita permitiu que o conhecimento ultrapassasse a barreira do tempo e que a mensagem pudesse existir independente de um emissor, podendo ser recebida a qualquer momento por alguém que soubesse decifrar o código. Permitiu também a organização linear do pensamento, base da inteligência e cultura dos séculos seguintes. Com a escrita desenvolveu-se também a ciência, criando várias raízes de conhecimento científico e desenvolvendo a civilização. 
 
O impacto da escrita na vida do homem foi tão forte que até hoje os historiadores determinam o fim da pré-história e o início da história, ou seja, da civilização e do desenvolvimento pela provável data da invenção da escrita. Na era digital então, temos conjugadas e amplamente utilizadas duas características dos meios anteriores: a interatividade e a massividade. 
 
A quebra de um novo paradigma está em voga: saímos do pensamento linear e utilizamos o pensamento hipertextual, que organiza-se sob a forma de associações complexas. A informação passa a constituir a matéria-prima de nossa sociedade, fonte não apenas de capital, mas também de poder. E um espaço exclusivamente constituído de informação, como a Internet, passa a ter um papel central nessa nova sociedade, tanto em termos de circulação de capital, como em termos geográficos (rompendo quaisquer fronteiras) e das relações sociais. 
 
Ao ser concebida em 1990, certamente Tim Berners Lee não tinha ideia da dimensão que a internet alcançaria, mas certamente aos 58 anos, ele vivencia toda essa nova forma de linguagem e sua urgência na disseminação do conhecimento. Tanto que, ao fundar o W3C, tenta minimizar e estabelecer regras de boa convivência neste ambiente digital, porém, sem muito sucesso a meu ver.
 
Em alguns países, o uso é regulado e até restrito e no Brasil, está em pauta de aprovação o Marco Civil da Internet desde 2011, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2014 e tramita agora no Senado. O texto do projeto trata de temas como neutralidade da rede, privacidade, retenção de dados, a função social que a rede precisará cumprir, especialmente garantir a liberdade de expressão e a transmissão de conhecimento, além de impor obrigações de responsabilidade civil aos usuários e provedores.
 
Polêmico, barulhento, “eleitoreiro” e com aquela pitadinha de socialismo tão evidente nas ações do atual governo, as regulamentações sobre o assunto são em sua realmente visando boas práticas, porém, há o artigo 16 que está gerando muita polêmica e gera mais uma mobilização virtual (só um parênteses no desenrolar do pensamento – nós, brasileiros, descobrimos que a massividade tem poder. Que a democracia funciona e que a informação é sem fronteira, sem classe social e apressada. Viva... finalmente despertos!). 
 
Neste artigo 16, em resumo, ele trata de como todos os cidadãos terão suas informações armazenas e com livre acesso por parte do governo, sem a necessidade de intervenção judicial, trata de como seremos vigiados 24x7, trata também como as empresas que quiserem garantir a privacidade de seus clientes estarão infringindo a lei entre outras questões. A sociedade se mobiliza em torno do tema, para garantir que a redação seja revisada e garanta que a privacidade seja garantida por lei e não termos nossas informações abertas.
 
Amigos leitores, como seria nossa participação para a votação deste artigo se as mobilizações não fossem de maneira virtual? Como a comunicação seria tão forte a ponto do governo abrir audiência pública, por conta dos inúmeros manifestos virtuais?
 
Definitivamente é a nossa forma de comunicação irrevogável. Eu como amante das inúmeras possibilidades virtuais, fico cada vez mais apaixonada com a interatividade e a grande massa que nos tornamos!
 
E você? Vai marcar a internet ou estará simplesmente marcado nela?
 
____________
 
Vai lá:
Marco Civil da Internet: 
Wikipedia – explicações básicas
Fundador do WWW: Tim Berners Lee
Tabela comparativa Marco Civil pela UFRGS: Tabela

A internet e a revolução na comunicação mundial, por Raquel Cuero 


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