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COLUNAS


Mauricio Felício
contato@feliciocomunicacao.com.br

Sócio Presidente da Felício Comunicação, atua em consultoria, gestão e treinamento em comunicação empresarial e Business Intelligence. Formado em Relações Públicas pela USP, onde atualmente participa do programa de mestrado e é Professor conferencista para a graduação, com MBA em Gestão de Comunicação e Marketing pela mesma instituição (USP em parceria com a Florida University)."

 

Não foi isso que eu te pedi

              Publicado em 25/02/2016

Gerir pessoas tem seus desafios, mas um dos erros mais comuns é achar que toda a equipe precisa pensar como o seu gestor, agir como ele agiria. Mas isso não é estar alinhado? Não. Isso seria estar impedido de pensar e participar.

Se cada funcionário precisa fazer o que o chefe faria, ou pensar como seu chefe pensa, seria apenas uma cópia (mal paga) do seu gerente ou diretor. Para o RH, bastaria contratar um minichefinho, com as mesmas características, habilidades, interesses e deficiências e pronto.

Esse não é o caminho ideal justamente porque cada funcionário está em um nível diferente de desenvolvimento e possui habilidades também distintas, podendo criticar, acrescentar e aprimorar cada tarefa que executa.

Se o chefe vive a pedir tarefas, documentos e análises, mas sempre alega que o resultado não ficou como havia pedido, reclamando recorrentemente que sua equipe nunca acerta na execução, há dois problemas em andamento.

O primeiro é que o chefe pode ser controlador demais, impedindo que melhorias sejam feitas em suas demandas e que sua equipe se adapte às novidades que surgiram de outras áreas ou vindas de outros públicos estratégicos. 

O segundo é que se os gestores veem suas equipes como um grupo de pessoas que deveriam agir como eles, há um claro perfil de controle que impedirá o desenvolvimento das equipes, a delegação de poder e tutoramento na tomada de decisão.

No dia em que esse gestor faltar, a empresa não terá ninguém para tomar decisões. Qualquer membro dessas equipes terá medo de agir na falta de seu gestor, temendo que, no dia de seu retorno, ele venha a questionar as decisões e ações, comprometendo sua relação com seu chefe.

Mas o que é mais valioso para uma empresa? Ter uma equipe replicando o pensamento de uma única pessoa ou times multidisciplinares em constante desenvolvimento, permitindo maior diálogo e oportunidades de aprimoramento?

Claro que há momentos pontuais nos quais é preciso verticalizar algumas comunicações e tomadas de decisão, mas ao tornar sistêmica a dependência da empresa a alguns poucos decisores, cria-se uma massa inoperante de empregados insatisfeitos que estarão, quer queiramos ou não, eximidos de qualquer problema operacional, tático ou estratégico, já que sua interferência nos processos sempre foi considerada subversiva.

Bons gestores se permitem serem surpreendidos por suas equipes e acolhem as falhas como parte do processo de crescimento de sua equipe. O objetivo dos gestores de Recursos Humanos das empresas é, cada dia mais, saber que os gestores repetem mais e mais vezes que suas equipes “não fizeram exatamente o que eles pediram”, e que isso resultou em algo ainda melhor.

Prepare sua equipe para saber os momentos de seguir e os momentos de inovar. Não bloqueie a criatividade de seu time. Eles também ajudarão a construir o caminho para o seu crescimento e para a diferenciação e evolução de sua empresa.

Que cada vez menos tenhamos que dizer o que fazer, mas sim o porquê e para onde pretendemos ir. O resto, confie ao seu time. Eles possuem ferramentas e habilidades para te surpreender. Basta fomentar.


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 1422

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