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COLUNAS


Carina Almeida


Bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica no Rio de Janeiro. 

É Sócia Diretora da Textual, onde lidera há 20 anos projetos de comunicação com imprensa e outros públicos estratégicos, inclusive no exterior. Vários desses projetos renderam à Textual 26 prêmios, entre eles, 23 edições do Prêmio Aberje.


Créditos da foto à Evandro Teixeira.

O velho paradigma do controle

              Publicado em 12/05/2015

Há poucos dias, a internet comercial completou 20 anos aqui no Brasil, mesmo tempo que tenho atuando na comunicação corporativa.

Um mundo novo de possibilidades e oportunidades de produção e compartilhamento de informações se abriu, alterando profundamente a origem e o fluxo de disseminação dos conteúdos.

Como consequência direta desse novo desenho em rede, a relação de poder entre cidadãos/consumidores e as empresas vem se alterando profundamente, num caminho que parece sem volta, com impactos enormes na forma de se fazer negócios _ como já previa, em novembro de 1994, a BusinessWeek, com a capa “como a internet vai mudar a maneira como você faz negócios”.  

Sob a ótica da comunicação corporativa, falamos, portanto, de uma profunda mudança de paradigma. A era do controle da informação e da via predominantemente de mão única dando lugar à era da gestão eficiente do conteúdo e de novas formas de diálogo multidirecionais. Só assim a mensagem da empresa alcança hoje alguma relevância no frenético tráfego que circula pela rede.   

Simples assim, mas, como toda mudança de paradigma, não tão fácil de ser praticado no cotidiano, especialmente em situações negativas/de crise.

Quantas vezes as empresas ainda se deparam com a dificuldade de, diante de uma situação negativa, antecipar-se e liderar a comunicação do fato, ao invés de serem atropeladas por uma avalanche de conteúdos compartilhados por terceiros e literalmente “perder a vez” de fazer alguma diferença com o que virá a dizer depois?

Ou, investindo tempo e energia de diversas áreas, para produzir uma mensagem que nada comunica, que não gera conexão efetiva com o que está sendo colocado em xeque, apenas para “cumprir tabela” e evitar o “nada a declarar”? Aliás, mesmo a malfadada expressão não caiu em total desuso, como era de se esperar.

A “tentação” de continuar pensando e agindo no paradigma anterior continua viva mesmo fora das situações de crise. Volta e meia somos surpreendidos pela descoberta de que boas histórias contadas pelas empresas careciam de uma premissa básica _ terem um fato verdadeiro como ponto de partida. Estrago feito, surge a pergunta inevitável _ “como pensaram que ninguém descobriria e compartilharia isso?”.

Elementar, meu caro Watson. “É o velho paradigma do controle”. 


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 731

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