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COLUNAS


Gilda Fleury Meirelles
gildafleury@ibradep.com.br

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em relações públicas pela FAAP / SP, Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero / SP; fez vários cursos de educação empresarial, entre eles pela Universidade Syracuse (USA) e Aberje. É consultora, assessora, instrutora e professora de comunicação empresarial, protocolo, cerimonial, eventos e cultura internacional – hábitos e costumes dos povos.

Autora dos livros “Tudo sobre Eventos”; “Eventos – Seu Negócio, Seu Sucesso”; “Protocolo e Cerimonial - Normas, Ritos e Pompa” (4ª edição); e coautora do livro “O Negócio é o Seguinte – Hábitos e costumes dos povos e sua influência na vida empresarial”. Articulista de jornais e revistas, do site Ibradep e Aberje; painelista e conferencista em eventos nacionais e internacionais.

Atualmente, é presidente da delegação do Brasil no Consejo Superior Europeo e Iberoamericano de Doctores Honoris Causa (Barcelona, Espanha); professora da pós-graduação em Planejamento e Organização de Eventos, da FAAP / SP; de cursos e do MBA em Gestão da Comunicação Empresarial da Aberje; e de cursos do Ibradep – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Comunicação, Capacitação Profissional e Empresarial, do qual é diretora.

A Mulher e o Protocolo

              Publicado em 17/03/2014
No Dia Internacional da Mulher, 8 de março,  sempre me vem à lembrança o papel significativo da mulher na sociedade. Diz o protocolo social que:
 
“As senhoras precedem os cavalheiros; a elas são dados os melhores lugares, nunca as beiradas de calçadas ou pontas das mesas”.
 
Isso é verdade mesmo? Quando foi ou deve ser utilizado?
 
Observo e percebo nitidamente a evolução dos tempos.
 
Lembro-me claramente de minha bisavó, considerada “muito idosa” aos 50 anos, com seus cabelos brancos, usando sempre um xale bem fofo sobre os ombros. Uma respeitável senhora, esposa, mãe, avó, bisavó e dona de casa. Não sabia o que era o protocolo; não cobrava posições, não fazia exigências. Entrega-se a todos, mas recebia pouco.
 
Penso com saudades nas minhas avós, vaidosas aos 65 anos, com cabelos discretamente tingidos – situação que nunca revelavam – maquiagem leve e trajes elegantes e corretos. Adoravam viajar: Miami? Caribe? Às vezes, mas não sempre. O mais habitual eram as “estações de água” no Brasil – Águas de São Pedro, Araxá, Lindóia –, as viagens “a vapor” – como o navio era chamado por elas, embora de vapor não tivessem mais nada –, com destino aos países tradicionais da Europa, sempre acompanhando os maridos e preocupadas com as lembranças para os filhos e netos que ficaram. Sérias esposas e companheiras fiéis, conservadoras mães, carinhosas avós e exigentes donas de casa. Conheciam seu lugar, lutavam por ele e exigiam-no.
 
Vejo minha mãe, vaidosa a vida toda, companheira eterna do marido, super protetora, mas exigente com os filhos, liberal com os netos, encantada com os bisnetos, dona de casa por convenção. Sinto nela a vontade de soltar-se de seus grilhões do passado, unindo todas as suas qualidades e utilizando-as em benefício de algo mais, que ela não consegue explicar. Confunde seu lugar com suas aspirações; ela quer transformações para melhor participar do século XXI.
 
E, assim, consigo compreender a frase do início, e sinto bem a diferença de situações e dos tempos.
 
Neste início de século a mulher luta para conciliar – e acredito mesmo que consiga –, o papel de esposa, companheira e amante, mãe, avó, dona de casa e, sobretudo, de profissional realizada. Sonha em se casar, mas não para ter simplesmente um marido, e sim um companheiro que participe, que some, que a respeite como ser humano e como mulher. Sonha em ser mãe, mas tendo uma gravidez consciente, planejada, que lhe dê condições de participar. Luta para ser uma cidadã, resgatando sua dignidade, participando da vida da comunidade em benefício da coletividade.
 
Para poder realizar tudo isto, ela primeiramente se ama, gosta dela mesma; cuida-se, informa-se, é antenada, preparada, sabe o que falar e para quem falar, em quem confiar, sabe como cair e como se levantar, e dessa forma sabe que atualmente, as regras do protocolo social são somente uma questão de etiqueta. 
 
E antes de tudo, sabe também que, para a mulher do século XXI, o protocolo diz que: 
 
“A mulher profissional ocupa o lugar que lhe é de direito, pelo cargo que exerce, pela posição de comando que conquistou, com esforço e renúncia, mas nunca em vão. O mais é somente cortesia”.
 
Assim, desejo de coração, ainda que uns dias atrasada, a todas as mulheres brasileiras, executivas ou não:
 

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER! 


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 1913

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