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COLUNAS


Eloi Zanetti
eloi@eloizanetti.com.br

Foi diretor de comunicação do Bamerindus e de marketing de O Boticário. Consultor e palestrante em marketing, comunicação corporativa e vendas. Publicitário premiado nacional e internacionalmente. Ambientalista, um dos idealizadores da Fundação O Boticário, conselheiro da SPVS e da TNC. Autor de vários livros – vendas, marketing e infantis com edições no Brasil e países hispânicos.

Percepção e realidade de imagem

              Publicado em 28/08/2014

Alguns profissionais da comunicação, ao administrarem a imagem de uma empresa, tratam o público de forma genérica, enxergando-o de uma só forma. Por comodidade trabalham suas estratégias de comunicação mirando um só tipo de público, esquecendo que a realidade é sempre vista por diferentes ângulos e por variados tipos de pessoas. Cada um tem a sua maneira de olhar. Parece óbvio, mas é difícil enxergar o óbvio.

A história hindu, escrita por Vardhamana (599-527 a.C), sobre os quatro cegos que apalpavam um elefante para saber como ele era, ilustra bem a situação. O primeiro cego, ao pegar o rabo, dizia ser o elefante uma corda; o segundo, ao segurar suas pernas, falou que o animal era uma grossa árvore. Aquele que o segurava pela tromba falou que o elefante era uma mangueira; e o que tocava seu corpo, que ele era uma grande e robusta parede. Assim as empresas são percebidas pelos seus diferentes públicos, cada um a vê à sua maneira e interesse.

Cabe a nós, profissionais de comunicação, saber disso e tratar cada público da forma correta. Para isso, é preciso entrar em seus universos e descobrir qual a percepção de cada um. Minha experiência no trato desse assunto diz que, quando começamos a definir, isto é, fatiar os diferentes públicos de uma empresa, normalmente chegamos a uma conta aproximada de 16 tipos. Você pode fazer exercício semelhante e chegar à outra estimativa, mas isso não vem ao caso. O importante é definir os diferentes públicos com os quais devemos trabalhar e, entre eles, encontrar o principal, aquele em que focaremos a nossa atenção e mãos a obra.

Por exemplo, para mim, o principal público de uma escola não são os alunos, mas sim os professores, pois, se o estabelecimento tratar bem os seus professores, a probabilidade de eles tratarem bem os alunos será maior. O segundo público é formado pelos funcionários administrativos que, bem tratados, cuidarão dos mestres e dos alunos. Só depois é que classifico os alunos como público e continuo a lista acrescentando ex-alunos, pais, avós (muitas vezes são eles quem pagam as mensalidades escolares), família e a população que mora no entorno da escola. Depois classificaremos os profissionais que trabalham no sistema escolar, formados pelos organismos oficiais como Secretarias e o Ministério da Educação. Entram também no rol os jornalistas que cobrem a editoria de educação, os fornecedores de material escolar e por aí vai. Cada grupo pensa de uma maneira e vê de forma diferente o ambiente da escola, pois estão sempre de olho nos seus interesses. Sabendo disso, trataremos o assunto comunicação, ora de forma geral, abrangendo a todos, ora de forma particular, atendendo os anseios de cada grupo. Tudo no seu devido tempo.    

A técnica é saber mergulhar de cabeça no mundo de cada um, saber dos seus gostos, interesses, modo de se expressar e de agir e entregar aos mesmos, de forma sutil, aquilo que queremos comunicar, da maneira que gostariam de nos ouvir. Agindo assim, a comunicação será mais fácil e mais eficiente, e a mensagem, com certeza, será bem entregue.


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