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COLUNAS


Cristina Panella
cristina@cristinapanella.com.br

Diretora de Cristina Panella Planejamento e Pesquisa. Cristina Panella é Doutora em Sociologia com ênfase em Comunicação pela E.H.E.S.S. – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Mestre em Antropologia Social e Cultural pela Sorbonne (Université René Descartes – Paris V) e Mestre em Formação à Pesquisa em Ciências Sociais, também pela E.H.E.S.S. Também é professora convidada da ECA – USP e tem experiência nacional e internacional na área de consultoria de comunicação e marketing, pesquisa de imagem e reputação, mercado e opinião. Dedica-se, atualmente, ao desenvolvimento de abordagens e metodologias expressas em indicadores e índices que enriqueçam o planejamento, a pesquisa e a comunicação.

Otimismo, não. Enfrentar a realidade, sim.

              Publicado em 15/09/2015

Ao mesmo tempo em que se noticiam os efeitos nefastos da crise, proliferam os textos de gurus afirmando que a solução reside na boa vontade em enfrentá-la. Será que é suficiente?

Não conheço quem – pequeno, médio ou grande empresário – não esteja experimentando dificuldades reais com a atual crise. Como enfrentá-las?

Enganam-se aqueles que pensam que todo empresário começa cortando custos salariais. Essa é uma medida interna, que acaba se tornando necessária, depois que outros cortes não se mostram suficientes para enfrentar a redução de receitas. Mas, na grande maioria, as empresas tentam incrementar as ações comerciais procurando novas receitas.

O problema é que a crise não é setorial e nem de uma única empresa. Por essa razão, o mercado torna-se menor e as medidas de melhor posicionamento e esforço comercial das empresas são, sem dúvida, fatores muito importantes para o tempo da recuperação, mas raramente trarão uma modificação real do quadro atual.

A questão, portanto, não é de “boa vontade”, como se os que sofrem os efeitos da crise não tivessem personalidade para empreender. Não há fórmulas milagrosas. O que se pode e se deve fazer é voltar-se para o incremento da produtividade da empresa, única área em que o empresário pode atuar com determinação. Nesse quesito, a atenção deve ser voltada aos colaboradores que também sofrem, ainda que psicologicamente, com a crise, antevendo situações de corte de pessoal, entre outras.

É nesse momento em que a Pesquisa pode contribuir com as empresas e deve ser acionada. Tanto para melhor conhecer os fatores que explicam a identidade dos colaboradores com as empresa (o que, entre outros fatores, contribui para a retenção das equipes), como os conteúdos que projetam entre familiares e amigos e constroem a imagem que têm da empresa, participando decisivamente da divulgação, substância e reputação das empresas. 


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 1069

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