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COLUNAS


Cristina Panella
cristina@cristinapanella.com.br

Diretora de Cristina Panella Planejamento e Pesquisa. Cristina Panella é Doutora em Sociologia com ênfase em Comunicação pela E.H.E.S.S. – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Mestre em Antropologia Social e Cultural pela Sorbonne (Université René Descartes – Paris V) e Mestre em Formação à Pesquisa em Ciências Sociais, também pela E.H.E.S.S. Também é professora convidada da ECA – USP e tem experiência nacional e internacional na área de consultoria de comunicação e marketing, pesquisa de imagem e reputação, mercado e opinião. Dedica-se, atualmente, ao desenvolvimento de abordagens e metodologias expressas em indicadores e índices que enriqueçam o planejamento, a pesquisa e a comunicação.

Vamos ampliar a discussão - e o escopo da pesquisa?

              Publicado em 13/02/2014
Durante toda a minha vida profissional recebi inúmeras perguntas de prospects, clientes e mesmo da mídia sobre qual seria a amostra mínima necessária para uma boa pesquisa, quantas questões um bom questionário deveria ter e, obviamente, qual o custo mínimo de uma pesquisa (muitas vezes sob a seguinte formulação: a partir de que tamanho uma empresa pode realizar uma pesquisa)?
 
Percebi, então, que temos que inverter nosso raciocínio e deixar a zona umbilical da empresa para vislumbrar e enfrentar o cenário concorrencial. 
 
Para isso, temos que praticar a alteridade, ou seja, colocar-nos no lugar do outro – consumidor, prospect, fornecedor, empregado, membro do poder público, entre outros - e pensar a partir de seus parâmetros. Bastante rapidamente chegaremos à conclusão de que o principal motor das decisões dos públicos são as escolhas.
 
Escolhas sempre utilizam como guia a comparação. Desde Piaget, aliás, ficou estabelecido que nosso raciocínio utiliza, desde a infância, o método comparativo. E seguimos assim na vida adulta e nas principais ciências humanas que sempre utilizaram a comparação como principal método.
 
Recomendamos, sempre, que o mesmo método seja utilizado nas análises empresariais. A mesma atitude deve nortear nosso trabalho. Algumas vantagens decorrem dessa posição:
 
    a) a primeira delas é o benchmarking que a abordagem proporciona, permitindo que seja desenhado um cenário claro, que tome em conta os principais atributos de cada concorrente;
    b) a segunda vantagem reside em substituir o receio – muitas vezes transformado em arrogância – da concorrência, fazendo com que a atitude de crítica direta e descarte seja abandonada;
    c) enfim, a vantagem do conhecimento proporcionado pela imersão na visão do outro – seja ele um consumidor, um empregado ou outra empresa – que, ao mesmo tempo relativiza nossa posição enquanto alimenta nossa capacidade de inovação.
     

Conhecido como desk research, esse é, sem dúvida o modelo inicial e mais eficaz de pesquisa para delimitar, com precisão – e economia – o valor a ser investido na pesquisa primária que virá a seguir e, principalmente, para aumentar a capacidade de análise sobre os dados obtidos. 


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