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COLUNAS


Augusto Pinto


Engenheiro de formação, Augusto tem mais de 30 anos atuando no mercado de TI. Iniciou a carreira na IBM, de onde saiu para se tornar um executivo bem sucedido na indústria de software. Foi o 1º presidente da SAP Brasil, onde atuou por sete anos, e também VP América Latina da Siebel Systems. Atua há 13 anos em Comunicação Corporativa, como sócio fundador da RMA Comunicação. Augusto iniciou a RMA com a visão de auxiliar empresas de tecnologia a traduzirem seu valor para o mercado. O sucesso obtido no mercado de TI levou a empresa a outros mercados, como saúde e educação, onde se consolidou com a imagem de líder visionária.

Socorro! O telefone sumiu....

              Publicado em 10/05/2016

Quem tem filhos adolescentes, ou sub 20, pode constatar que essa galerinha usa seus smartphones para tudo, menos para falar. A bem da verdade, os adolescentes adoram se comunicar, mas ao telefone. E-mail também não é a praia das gerações Y e Z; quando respondem o fazem, é com atraso e de má vontade. Então, como é que essa turma se comunica, além dos sinais de fumaça? Por sistemas de mensagens, como Whatsapp, Snapchat, Messenger e até SMS. E os pais entraram nessa onda, pois é mais fácil controlar os filhos pelo Whatsapp do que pelo celular. Além do mais, é muito mais barato.

Além dos sistemas de mensagens, os jovens também se informam por redes sociais, particularmente as mais visuais, tipo Instagram e YouTube, além de buscar informações via Google. Facebook é coisa de velho (rsrsrs). Essa galera também lê pouco (ao menos no Brasil), não vê TV aberta, nem a cabo, e se liga em consumir conteúdo streaming disponível na Internet, Netflix e congêneres.

Mas e os apps? Os jovens se ligam em  apps? Sem dúvida, como todos nós. A questão é que eles se proliferaram tão rapidamente que estão se tornando invisíveis. Dentre os milhares de apps legais disponíveis, a gente consegue usar uns cinco ou seis. E talvez o mais interessante, que resolveria aquele problema que temos agora, pode estar bem diante de nossos olhos e não sabermos de sua existência.

Segundo o Gartner Group, em 2020 as pessoas não irão usar apps em seus smartphones. Na realidade, eles continuarão existindo, e se tornarão cada vez mais valiosos, mas não serão percebidos pelo público. As pessoas utilizarão assistentes virtuais, vulgo chat bots, para encontrar o app específico mais adequado para cada necessidade.

Esses chat bots, ou simplesmente bots, são sistemas de inteligência cognitiva (bot é simplificação para robô), em linguagem natural (tipo Siri da Apple), que ajudarão empresas e pessoas a se relacionarem para a solução de problemas, agendamentos, programação de viagens e, o créme de la créme, o “e-commerce conversacional”, onde o bot conversa com o comprador direcionando-o até o produto mais indicado às suas necessidades. E, por trás dos bots, milhares de apps, cada vez mais invisíveis e inteligentes estarão à nossa disposição.

Todos os líderes em tecnologia, YouTube, Facebook, Google, Microsoft, IBM, já estão priorizando os bots em suas estratégias de produto. O YouTube tem diversos bots para auxiliar o usuário a encontrar o melhor conteúdo. Aí vai uma lista dos top 5 bots do Youtube para você experimentar.

Tudo isso nos leva a uma reflexão, que impactará diretamente os marqueteiros e as agências: será necessário descobrir novas formas para engajar as marcas com o público da chamada geração Millenium?

Existem duas tendências importantíssimas  no relacionamento com o público mais jovem:

1)    Conteúdo proprietário e de carácter utilitário, específico para atender às necessidades e interesses do público naquele momento. A tendência sugere que os websites institucionais (e chatos) sejam substituídos por páginas de conteúdo útil e dinâmico, continuamente atualizado em função do interesse do público (público-alvo, específico), mapeado por plataformas de mídia analytics.

2)    Uso de Bots, que por meio de sua inteligência cognitiva “traduzem” a conversação, em linguagem natural, entre um usuário e um aplicativo.

Essas duas tendências se relacionam ao que se denominou de RTB (Real Time Behaviour), ou seja, a capacidade da empresa de reagir de forma contínua ao comportamento do público, momento a momento. E a grande implicação do RTB é o aumento da responsabilidade do marketing/comunicação da empresa em relação ao conteúdo proprietário. Nesse novo mundo todas as marcas serão Media Companies. Ou, como alternativa, se tornar uma marca invisível!


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 169

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