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Mauricio Felício
contato@feliciocomunicacao.com.br

Sócio Presidente da Felício Comunicação, atua em consultoria, gestão e treinamento em comunicação empresarial e Business Intelligence. Formado em Relações Públicas pela USP, onde atualmente participa do programa de mestrado e é Professor conferencista para a graduação, com MBA em Gestão de Comunicação e Marketing pela mesma instituição (USP em parceria com a Florida University)."

 

Ser amado ou temido

              Publicado em 24/03/2016

Estas não são as duas únicas opções, mas a pergunta é valida. Você prefere ser amado ou temido por sua equipe?

 Tem muito chefe que acha que em tempos de paz, é fácil ser amado, e em tempos de crise, é preciso ser temido. Engano puro.

Ser admirado depende muito da postura de cada profissional. Há quem pense que em meio à crise econômica é mais difícil que sua equipe esteja engajada. Esta é uma visão muito restrita da gestão de pessoas.

Claro que dificuldades financeiras e redução de budget nas empresas acabam gerando impacto em projetos e, em alguns casos, na motivação de certos profissionais. Mas mesmo em tempos difíceis, ter gestores confiáveis pode fazer muita diferença.

Um bom gestor não se exime da responsabilidade de desenvolver sua equipe, de estar presente e de agir nos momentos cruciais para manter seu time alinhado e comprometido.

Nem tudo está sobre as costas dos chefes, mas um bom funcionário que admira seu gestor está mais propenso a dedicar um pouco mais de energia para fazer um projeto dar certo, mesmo que haja cortes de investimento, por exemplo.

É simples. Todos nós ficamos satisfeitos quando podemos ajudar as pessoas que nos fazem bem. O mesmo serve para o ambiente empresarial. Quem não gosta de receber um elogio? Quando vem de um chefe admirado, então, melhor ainda!

Aquele chefe que insiste em lembrar dos problemas da economia e do risco do desemprego está buscando resultado com base no medo das pessoas. O problema é que o temor não é um bom conselheiro. Se ele serve para trazer um resultado, em curto prazo, também afasta as pessoas, favorece a intriga entre colegas e abre caminho para decisões imprecisas e danosas.

Um colaborador acuado pode aceitar a primeira proposta de emprego que receber apenas para se afastar do atual chefe, deixando para a empresa um prejuízo humano e comprometendo não apenas os projetos, mas também o clima organizacional e a gestão do conhecimento.

O respeito e a admiração fazem as pessoas buscarem por reconhecimento e favorecem as ações conjuntas e a união. Já o medo leva os profissionais ao afastamento e a buscarem qualquer alternativa rápida para se vir livres das pressões e estresses.

O desafio das equipes unidas é compartilhado por todos. Já nas equipes conflituosas, fica a cargo de um ou outro, ou por vezes apenas sob responsabilidade do chefe.

Amado ou temido? Prefira ser admirado por sua postura e por sua dedicação em desenvolver sua equipe.

Ainda que haja funcionários que não queiram se desenvolver, sempre haverá aquele que retribuirá seu empenho e profissionalismo com mais dedicação e fidelidade.


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 703

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