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COLUNAS


Marcos Ernesto Rogatto
marcos@vistamultimidia.com.br

Jornalista e Mestre em Multimeios pela Unicamp. Trabalhou na TV Manchete, Revista Veja e TV Globo São Paulo. Foi diretor de Comunicação da Prefeitura de Campinas e colaborador da Gazeta Mercantil. Há 25 anos trabalha com vídeos e multimídias corporativas. Atualmente é Diretor da produtora Vista Multimídia e participa do Grupo de Estudos de Novas Narrativas/GENN.

É bom virar o disco

              Publicado em 28/02/2016

A pesquisa da Provokers “Os novos influenciadores” -- encomendada pelo Google e publicada no Meio & Mensagem de 11/01 - mostra que das 10 personalidades mais influentes entre os brasileiros, de 14 a 17 anos, metade é composta de youtubers. Esses novos personagens reais têm audiência garantida pela galera jovem e afoita por conteúdos originais.

Na listagem “Top 20” dos youtubers, muitos estão à frente de estrelas da TV. Para o público da pesquisa as características que mais se destacam são autenticidade (15%), originalidade (13%) e senso de humor (13%). As novas gerações valorizam o pertencimento, a personalização e a autenticidade.

Estudo da Deloitte revelou que 55% da audiência da TV nos EUA é composta de serviços de streaming de vídeo. Essa porcentagem sobe para 72% entre os millennials. Cada vez mais esse público assiste a vários canais de vídeos e poucos programas da televisão.

O crescimento do mercado de vídeos online também ocorre no Brasil. Os números exponenciais da audiência deixam os gestores das redes de olho no país, que foi o quarto do mundo a receber uma unidade do YouTube Space. Depois de Los Angeles, Londres, Tóquio e Nova York, São Paulo ganhou esse espaço que objetiva promover transformação social de jovens por meio do audiovisual. Nos estúdios é possível criar vídeos, workshops e eventos de troca de informações sobre esse universo.

Já surgiram as primeiras fintechs no Brasil, as startups que oferecem soluções inovadoras para empréstimos, investimentos e planejamento de gastos. Ainda não ameaçam os bancos, mas fidelizam pessoas que procuram conveniência, transparência e preço justo. Os aplicativos, desenvolvidos por essas startups, desburocratizam a relação cliente / instituição financeira e conquistam especialmente as novas gerações.

Um estudo realizado pela CompTIA "How milennials may change the workplace" identificou alguns direcionamentos que vão fazer sucesso no futuro, como a maior ênfase no engajamento nas mídias sociais. Os Milennials ou a geração Y, nascidos entre o início dos anos 80 e final dos 90, representam 20% da população mundial. Muitos desses jovens estão deixando o Facebook e se sentem livres com isso, pois não precisam mais sustentar aparências. Migraram para WhatsApp e para o Snapchat, que já passou o Face em visualização de vídeos, de acordo com a proporção do número de usuários.

São vários os estudos que apontam novos comportamentos. Eles têm em comum a grande adesão -- ao menos das novas gerações -- aos vídeos, produtos inovadores, coparticipação e transparência.

O vídeo “We are the future” já tem cinco anos e continua bem atual, pois catalisa essas demandas: https://www.youtube.com/watch?v=vynwrySOwxs

Isso aponta que os modelos de negócios e as formas de comunicar precisam se transformar com rapidez. Virar o disco era uma expressão popular -- dos tempos em que as músicas vinham nos LPs de vinil -- que significa necessidade de mudar. Agora a premência é inovar.

Para se relacionar com o público jovem é insuficiente utilizar os tradicionais meios de comunicação. A publicidade que se limitava à tríade TV, outdoor e veículo impresso está ultrapassada, bem como aquela comunicação que se mantém formal e de mão única. Como deu a entender, na fala de um dos garotos do vídeo postado acima, se não houver interação e conteúdos personalizados, as empresas serão bloqueadas.


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 1048

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