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COLUNAS


Lala Aranha


Conselheira da gestão eleita do Conrerp Rio de Janeiro (2016-2018), foi presidente do Conrerp na gestão 2013-2015. É professora convidada do MBA de Comunicação Empresarial da Estácio Rio de Janeiro; conselheira do WWF Brasil; ouvidora do Clube de Comunicação do Rio de Janeiro; colunista mensal da Aberje.com. Lançou o livro Cartas a um Jovem Relações Públicas (Ed. Elsevier 2010); foi diretora da CDN Comunicação Corporativa; fundadora e diretora da agência CaliaAssumpção Publicidade e presidente da Ogilvy RP. É bacharel em Relações Públicas pela Famecos, PUC-RS; MBA IBMEC Rio de Janeiro, dentre outros cursos no Brasil e exterior. RG Conrerp 1ª. 2965.

Os chavões corporativos

              Publicado em 15/02/2016

Nossos profissionais ainda se utilizam de expressões muito formais para se apresentarem, revela a rede Linkedin

Pesquisa do Linkedin, a maior rede de profissionais do mundo, revela o ranking 2015 dos dez clichês mais repetidos pelos profissionais brasileiros em seus perfis naquela rede social. São, pela ordem: Responsável, Liderança, Estratégico, Sólida experiência, Criativo, Planejamento estratégico, Extensa experiência, Experiência internacional, Apaixonado e Motivado.  Um misto de substantivos e adjetivos. Pesquisa mundial realizada desde 2011, a expressão Responsável também lidera os levantamentos realizados no Brasil em 2013 e 2014. Os termos Apaixonados e Bem- sucedidos são os mais citados nos vinte países pesquisados. Fernando Brunsizian, gerente sênior do Linkedin para a América Latina, recomenda que os profissionais se utilizem de termos “mais naturais, próximos à vida real” e adequados a uma rede social.

Não sei contar quantos profissionais já entrevistei. Particularmente recebo muito currículos de profissionais, principalmente na área de Relações Públicas e Comunicação Corporativa. Talvez, se fizesse um levantamento ao longo dos últimos três anos das expressões mais citadas ao se descreverem, tenho a certeza que esta mesmice estaria presente. Ou seja, o tratamento dado pelos profissionais ao aspirar um novo espaço no mercado de trabalho parou no tempo e não evoluiu para um caminho mais informal.  A grande maioria não percebe como é importante ser porta-voz de si mesmo.  Quando vislumbro um talento, comento e reenvio o texto para ser repensado e poucas vezes recebo o mesmo anteriormente redigido.

Recomendo que pesquisem nas áreas de recrutamento e que façam uma proposta de apresentação específica para o cargo que pretendem. E que não sejam tão duros quando se avaliam. Tentem mostrar um pouco das suas atividades diárias. Lembro que Rolim Valença, quando nos ensinava na AAB a interpretar um currículo ou fazer uma entrevista, comentava que muitas vezes o fato de saber tocar piano, ser um bom chef de cuisine ou apreciar a matemática poderia agregar pontos na hora da contratação. Ou usar a expressão “curiosidade” e pró-atividade para se descrever. Ou ser honesto quando da fluência em uma língua estrangeira. Ou ter um hobby ou interesses em outras áreas. Demonstrava “jogo de cintura”...

Queria muito colaborar nesta área para que talentos e bons profissionais não cometam tantos erros ao se comunicarem, apresentarem ou se candidatarem a uma vaga para a qual supostamente entendem que estão preparados e capacitados.  No início deste ano, enviei à minha rede dois currículos de profissionais que realmente considero que poderiam estar me assessorando se eu ainda estivesse na operação. Dois talentos que eu queria ver bem colocados junto a determinados espaços. Óbvio que dei umas pinceladas nos textos, que foram aceitas. Não por isso que foram contratados imediatamente, pois se saíram muito bem nas entrevistas pessoais. Uma coisa é certa. Os recrutadores não têm tempo nem paciência para as mesmices e a previsibilidade dos chavões corporativos.  Estão em busca de talentos, o que pressupõe criatividade e audácia.

Agora mesmo, ao atualizar meu currículo, fico pensando como deveria me apresentar e o que comunicar. Estou buscando um meio termo entre o formal e o informal, pois não posso fugir também de minha longa experiência no mercado e da minha senioridade. Mas confesso que ainda não encontrei este equilíbrio.  Se pra mim não é fácil excluir jargões, imagine este contingente de jovens profissionais que aspiram uma boa colocação!


Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor. 1212

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